Escritório comercial brasileiro será aberto em Xangai

O Brasil vem estreitando relações com a China para alavancar o investimento em diversas áreas da economia, do desenvolvimento e da educação brasileira. O Governador de São Paulo anunciou que esse plano já tem data e nome. Em agosto de 2019, o Escritório Comercial Paulista será inaugurado em Xangai. Quer saber mais sobre os benefícios desta parceria para o comércio, importação, desenvolvimento e tecnologia entre Brasil e China? Continue lendo!

 

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Um encontro entre o embaixador da China, Yang Wanming e a delegação do consulado chinês em São Paulo ocorreu em abril de 2019, no Palácio dos Bandeirantes. Este encontro ocorreu de forma saudável e próspera para as negociações entre os dois países. A pauta principal era abrir um escritório comercial do Estado na China com o intuito de promover e facilitar a importação entre os dois países, considerando a parceria já existente entre ambos e uma sólida perspectiva de ampliação desta.

Atualmente, já existem 11 acordos entre São Paulo e China que reiteram a cooperação entre os países quanto a importação e exportação de produtos, setores de investimentos, agricultura e esporte. Agora, o que trará de benefícios para o Brasil com o novo escritório em Xangai?A

 

A proposta

Com o fortalecimento da relação bilateral entre o estado de São Paulo e a China, o escritório será usado para firmar a cooperação em oito áreas estratégicas do estado, são elas: tecnologia, infraestrutura, logística, desenvolvimento econômico, agricultura, turismo e energia. Futuramente, após o sucesso da abertura do primeiro escritório, o intuito é expandir ainda mais, inaugurando escritórios em outras cidades da China.

Segundo João Dória, Governador de São Paulo e líder do projeto, o foco inicial é mostrar ao governo chinês os programas de desestatização de algumas áreas de São Paulo, como ferrovias, rodovias, aeroportos e portos. Isso fomenta uma oportunidade para o governo chinês. Se interessou? Veja o video da China Link Trading no YouTube relatando a notícia:

 

As reuniões

Ainda são necessárias reuniões, encontros e discussões para garantir a viabilidade do projeto e a sua manutenção. Esses encontros acontecerão do dia 3 ao 10 de agosto, na China. Anunciado por Dória no inicio de abril, os próximos passos envolvem o encontro entre governantes chineses e o time brasileiro que está liderando o projeto. 

As partes brasileiras envolvidas são os Secretários do estado de SP, o Itamaraty, a Embaixada do Brasil em Pequim e Área Internacional do Ministério da Fazenda. Os representantes viajarão por Pequim e Xangai.

 

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O Escritório

Este será o primeiro escritório brasileiro fora da área diplomática que o Brasil abrirá com o objetivo de estimular as relações comerciais e facilitar a importação e exportação de produtos. O fato de que São Paulo possui um dos maiores portos da America Latina, o Porto de Santos, atrai o olhar de comerciantes brasileiros e chineses, afinal, existe uma porta de entrada para produtos importados no Brasil e uma porta de saída para exportação de commodities. Seguir o plano de desestatizar portos e rodovias, fará com que os preços sejam mais justos e as empresas sejam passíveis de investimentos e negociações individuais perante fornecedor e cliente.

A “Missão China”, já anunciada anteriormente, foi ressaltada com a viagem do Governador de São Paulo para o país. Essa viagem buscava investimentos para a capital paulista. Pra facilitar investimentos externos, um guia que reúne informações sobre o perfil econômico das cidades que mais se destacam foi distribuído para possíveis investidores chineses.

O planejamento, que envolve importação e exportação de produtos da China e do Brasil, é um dos degraus que aumentará o ciclo econômico entre os dois países e será favorável para o comércio de ambos.

Segundo uma entrevista da Istoé Dinheiro entre o editor de economia Luis Arthur Nogueira e Dória,  os bancos chineses confiam na economia brasileira a longo prazo, mostrando interesses em investimentos e importações. Os chineses estão visando investimentos econômicos na área de imóveis, tecnologia e transporte coletivo. Será que os ônibus e metrôs de São Paulo terão seus carros importados direto das tecnológicas fabricas chinesas?

 

O planejamento econômico da China no Brasil tende a ser de longo prazo.

 

Para resumir essas negociações, o que estava faltando, entre a oportunidade que existe no Brasil e o dinheiro que existe nos investidores chineses, era o contato e a exposição de ideias. Os chineses, como principais investidores, apreciam o olho no olho, contato pessoal e a demonstração de confiança ao realizar um negócio com outro país ou outra empresa. Provavelmente, bons frutos surgirão em médio e longo prazo com as próximas negociações. Mesmo com crises políticas acontecendo nos últimos anos, representantes da China acompanharam os prévios 30 anos políticos e econômicos do país e sabem que, lentamente, o Brasil caminha adiante em rumo a uma melhora econômica e em busca de parcerias, investimentos, tecnologia e importação de produtos.

 

Por Carolina Ranzoni, diretamente da Nova Zelândia.

Fontes: Valor Economico, China Link Trading YouTube, Exame, IstoÉ Dinheiro YouTube

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