Embarques feitos do Brasil para a China: quais são as vantagens e os riscos

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O Brasil possui atualmente uma economia forte e sólida. O país é um grande produtor e exportador de mercadorias de diversos tipos, principalmente commodities minerais, agrícolas e manufaturados. As áreas de agricultura, indústria e serviços são bem desenvolvidas e encontram-se, atualmente, em bom momento de expansão.

Considerado um país emergente, o Brasil ocupa o 7º lugar no ranking das maiores economias do mundo (dados de 2012). O país possui uma economia aberta e inserida no processo de globalização. Dessa forma, a atividade exportadora brasileira é constante e engloba países como a China.

Trataremos hoje, então, sobre os embarques feitos do Brasil para a China: quais são as vantagens e quais são os riscos:

Os principais produtos exportados para China são: soja e óleo de soja, minério de ferro e produtos siderúrgicos. Dentre as vantagens que a atividade exportadora oferece às empresas, podem ser assinaladas as seguintes:

01. Maior produtividade: exportar implica aumento da escala de produção, que pode ser obtida pela utilização da capacidade ociosa da empresa e/ou pelo aperfeiçoamento dos seus processos produtivos; a empresa poderá, assim, diminuir o custo de seus produtos, tornando-os mais competitivos, e aumentar sua margem de lucro;

02. Diminuição da carga tributária: a empresa pode compensar o recolhimento dos impostos internos, via exportação:

a) os produtos exportados não sofrem a incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);

b) o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) tampouco incide sobre operações de exportação de produtos industrializados, produtos semi-elaborados, produtos primários ou prestação de serviço;

c) na determinação da base de cálculo da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS), são excluídas as receitas decorrentes da exportação;

d) as receitas decorrentes da exportação são também isentas da contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP); e

e) o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) aplicado às operações de câmbio vinculadas à exportação de bens e serviços tem alíquota zero.

03. Redução da dependência das vendas internas: a diversificação de mercados (interno e externo) proporciona à empresa maior segurança contra as oscilações dos níveis da demanda interna;

04. Aumento da capacidade inovadora: as empresas exportadoras tendem a ser mais inovadoras que as não-exportadoras; costumam utilizar número maior de novos processos de fabricação; adotam programas de qualidade; e desenvolvem novos produtos com maior freqüência;

05. aperfeiçoamento de recursos humanos: as empresas que exportam se destacam na área de recursos humanos: costumam oferecer melhores salários e oportunidades de treinamento a seus funcionários;

06. Aperfeiçoamento dos processos industriais (melhoria na qualidade e apresentação do produto, por exemplo) e comerciais (elaboração de contratos mais precisos, novos processos gerenciais, etc.) – a empresa adquire melhores condições de competição interna e externa;

07. Imagem da empresa: o caráter de “empresa exportadora” é uma referência importante, nos contatos da empresa no Brasil e no exterior; a imagem da empresa fica associada a mercados externos, em geral mais exigentes, com reflexos positivos para os seus clientes e fornecedores.

Em resumo, a exportação assume grande relevância para a empresa, pois é o caminho mais eficaz para garantir o seu próprio futuro em um ambiente globalizado cada vez mais competitivo, que exige das empresas brasileiras plena capacitação para enfrentar a concorrência estrangeira, tanto no Brasil como no exterior.

Para o Brasil, a atividade exportadora tem também importância estratégica, pois contribui para a geração de renda e emprego, para a entrada das divisas necessárias ao equilíbrio das contas externas e para a promoção do desenvolvimento econômico.

Além das vantagens, os riscos existentes no comércio internacional podem ser divididos em dois grandes grupos:

01. Riscos econômicos:

a)      Insolvência do comprador;

b)      Atraso no pagamento;

c)      Flutuações cambiais;

d)     Relacionados à soberania econômica;

02. Riscos políticos:

a) De cancelamento ou não renovação de licenças de exportação ou importação;

b) Relacionados a conflitos armados;

c) expropriação ou confisco por companhias exportadoras;

d) De imposição ou banimento de algum bem pós embarque;

e) De transferência: A imposição de controle de transferência de valores pelo país importador devido as crises de liquidez;

f) Relacionados à soberania política.

Para evitar problemas nas exportações feitas do Brasil para China, é possível realizar uma inspeção sistemática de unidades selecionadas aleatoriamente de todos os lotes do seu pedido, realizada quando a sua produção está pelo menos 80% concluída. Esta é a sua última oportunidade de tomar a ação corretiva antes da sua produção ser finalizada e embalada.

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Leticia  Por Letícia Osti – Direto de Marília-SP, Brasil.

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