A importação de eletrodomésticos chineses

Já não é mais nenhuma novidade de que os produtos chineses a muito já deixaram para trás aquela etiqueta de baixa qualidade e confiabilidade, e adquiriram o status o contrário, ou seja, se tornaram produtos de alta qualidade. E isso não apenas em relação de produtos não-duráveis, aqueles que em tese deveriam ter uma vida útil menor, como peças de vestuário, mas também ao que diz respeito aos bens de consumo duráveis, isto é, aqueles que devem ter vida útil mais longa, como é o caso de carros, ou o caso do assunto do texto atual: os eletrodomésticos.

Os eletrodomésticos são aparelhos usados para facilitar várias tarefas domésticas, tais como cozinhar e conservar os alimentos, limpar a casa, tratar da roupa, no banheiro e nos cuidados de beleza e também como formas de entretenimento. Isso quer dizer que os eletrodomésticos vão desde fogões e geladeiras até maquinas de lavar e televisões. Assim, alguns eletrodomésticos são indispensáveis dentro de uma casa, contudo, muitas vezes os elevados preços impedem as pessoas de terem as peças mais tecnológicas e eficientes, os motivando a buscar uma alternativa mais barata, mas que não deixa a desejar no quesito qualidade, e é assim que se chega aos produtos chineses.

 

Os eletrodomésticos chineses

Como já dito, os produtos chineses em geral, ganharam muito em qualidade nos últimos anos, e isso porque as empresas chinesas têm sido mais cautelosas em relação à questão da propriedade intelectual, além de um massivo investimento em pesquisa e desenvolvimento, assim, melhorando a qualidade e aparência dos produtos. O que também é um grande incentivo a compra e consumo desses produtos, porém pelo fato dessas mercadorias entrarem mais tarde no mercado brasileiro, elas ainda têm um apelo mercadológico menor do que aqueles de marcas europeias, japonesas e sul-coreanas já mais conhecidas do consumidor. Dessa forma, as empresas chinesas tomaram várias medidas para responder a essa situação.

Uma dessas medidas foi a participação chinesa na Eletrolar Show, a maior exposição de eletrodomésticos da América Latina, que aconteceu no segundo semestre de 2018, na cidade de São Paulo. Uma comissão com cerca de 120 marcas de eletrodomésticos chinesas foi organizada pelo Ministério de Comércio da China, e enviada para participar do evento no Brasil, com o intuito de se “apresentar” ao mercado brasileiro e sul-americano. Durante as exposições do evento, as marcas chinesas atraíram inúmeros visitantes, o que sinaliza oportunidade de negócio lucrativo para ambos lados, além de uma aceitação e curiosidade pelos produtos chineses que podem ser muito aproveitados e explorados por essas marcas que pretendem adentrar no mercado brasileiro e fazer dele a sua nova casa.

 

Exemplos de eletrodomésticos. Fonte: Adobe Stock

 

As marcas chinesas

O objetivo agora é apresentar em linhas gerais algumas das principais marcas chinesas de eletrodomésticos, com o intuito de mostrar a confiabilidade, qualidade e grandeza dessas marcas, para assim, incentivar a sua compra e consumo.

Talvez a chinesa mais conhecida no Brasil seja a TCL. Com sede em Huizhou, a TCL é uma empresa de capital aberto e tem nos aparelhos televisores o seu principal e mais famoso produto, apesar de produzir muito mais. Em 2012, foi considerada a 25ª maior produtora de produtos eletrônicos para com consumo, e em 2013, foi a terceira maior fabricante de televisão por quota de mercado. A marca ficou bastante conhecida no Brasil depois escolher o jogador de futebol, Neymar, como seu embaixador global de marketing.

Outra gigante chinesa é a Galanz, cuja a sede está em Foshan. Fundada em 1978, a Galanz é a maior produtora de fornos micro-ondas do mundo, sendo responsável pela produção de metade dos aparelhos desse tipo no mundo. E em 2014, foi ranqueada como a oitava maior produtora de eletrodomésticos da China.

Há também a Midea, que foi fundada em 1968. A especialista em produção de ar condicionados tem mais de 126 mil empregados ao redor do mundo e faz parte de uma joint-venture com a empresa estadunidense Carrier, fazendo com a empresa seja detentora de marcas como Springer, Toshiba e Comfee.

Temos também a Hisense,  uma estatal chinesa, com sede em Qingdao, fundada em 1969. Seus principais produtos são eletrodomésticos da linha branca (aqueles classificados como linha branca os eletrodomésticos de maior porte, como geladeira, fogão, micro-ondas e freezer, que historicamente têm como finalidade principal atender as necessidades básicas de uma residência). A Hisense foi considerada a 10ª maior fabricante da China em 2016.
 

Fachada de uma das sedes da gigante Midea. Fonte: Época Negócio

 

As marcas chinesas no Brasil

A confiança chinesa no mercado brasileiro só cresce nos últimos anos, e também no latino-americano. Só no primeiro trimestre de 2018, o volume de volume de exportações de eletrodomésticos e eletrônicos de consumo da China para o Brasil atingiu os 460 milhões de dólares, um aumento de 40% em comparação com o mesmo período de 2017. A presença chinesa no mercado de eletrodomésticos também é bastante forte na América Central, sendo a China o segundo maior fornecedor de aparelhos televisivos na região. Além disso, de acordo com dados estatísticos, no primeiro trimestre de 2018, o volume total de eletrodomésticos e produtos eletrônicos exportados da China para a América Latina atingiu os US$ 2 bilhões, um aumento de 31% em comparação com 2017.

Além disso, a Midea como uma medida de se aproximar ao público brasileiro, abriu em 2016 sua plataforma online para vender diretamente para o consumidor final brasileiro. Dessa forma, a marca se torna mais comum e confiável ao brasileiro, fazendo com que a compra de produtos por varejistas brasileiros se torne um tiro mais certo, uma vez que a venda desses produtos acontecerá com mais facilidade.

Além da Midea, a TCL também já é bastante conhecida pelo consumidor brasileiro. Como já dito, em 2016 a marca anunciou o futebolista brasileiro, Neymar, como seu embaixador global de marketing, o que também representante um grande passo para a maior aceitação dos chineses no mercado brasileiro, podendo aumentar a procura desses produtos em lojas de varejistas, e assim por consequência, aumentando as importações.

 

Um estoque de eletrodomésticos chineses. Fonte: People’s Daily


 

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Por João Victor Scomparim Soares, diretamente de Cerquilho, SP, Brasil

Fonte: Wikipedia, Época, Monitor Digital

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