Cooperação Brasil e China na saúde: um acordo de várias áreas

A área da saúde pública no Brasil é uma questão muito importante, pois, é um sistema completamente gratuito que cobre toda a área nacional e beneficia um grande número de cidadãos. Contudo, tal setor também apresenta uma grande complexidade no que diz respeito ao financiamento, extensão e pesquisa e, uma  cooperação com outras nações pode ser positiva ao funcionamento desse sistema. Assim, a cooperação Brasil e China na saúde, é uma ótima oportunidade para avanços em ambos os países.

 

Cooperação Brasil e China na saúde
Cooperação Brasil e China na saúde. Fonte: Pexels.com

 

Nós ouvimos falar ultimamente sobre a cooperação entre a China e o Brasil em diversas áreas e sabemos da importância que existe no relacionamento com o gigante asiático nos mais diversos setores. Contudo, não é de conhecimento geral a cooperação Brasil e China na saúde e os vários benefícios que a mesma pode trazer.

 

Cooperação Brasil e China na saúde
Cooperação Brasil e China na saúde. Fonte: Pexels

 

Histórico da cooperação Brasil e China na saúde

As relações diplomáticas entre o Brasil e a China tiveram início no ano de 1974 e desde então passa por um aprofundamento constante e gera cooperações em diversas áreas.

Assim,no ano de 2004, foi criada a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN) e em 2010, foi assinado o Plano de Ação Conjunta 2010-2014 (PAC).

Já a cooperação Brasil e China na saúde, teve início em 20 de outubro de 2011, quando os Ministros de Saúde assinaram o Plano de Ação Conjunta Brasil-China em Saúde, instrumento que norteou a cooperação para o setor nos quatro anos seguintes e, foi renovado em 2015, tendo a  validade estendida até 2021.

Ademais,no ano de 2015, foi criada a Subcomissão de Saúde, no âmbito da Comissão de Alto-Nível Sino-Brasileira de Concertação e Cooperação (COSBAN), instância oficial de interlocução entre os dois países na área de saúde. Já em setembro de 2017, foi firmado, às margens da Cúpula dos BRICS em Xiamem, o Plano de Ação entre o Brasil e a China no campo da saúde para o período 2018-2020

A cooperação Brasil e China na saúde, com exemplo no Ceará  

Um exemplo da cooperação Brasil e China na saúde pode ser visto no caso do Ceará em que governo do estado assinou um memorando de entendimento com uma empresa estatal chinesa e com o banco de desenvolvimento do país asiático, o China Development Bank (CDB), para captar um investimento de US$ 4 bilhões no setor de saúde do estado.

Entre os diversos focos que a cooperação Brasil e China na saúde pode ter,o caso cearense consiste na destinação do investimento chinês  em construções de hospitais públicos no Ceará, além de reformas em unidades já existentes e captação de equipamentos e medicamentos.

Segundo o governo cearense, os financiamentos e parcerias teriam como foco não somente a saúde pública do estado, mas também obras no setor privado do Ceará. Um dos focos é o Polo Industrial e Tecnológico da Saúde (PITS), que terá como âncora a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O interesse chinês na expansão da cooperação Brasil e China na saúde

No que depender da vontade chinesa, a cooperação Brasil e China na saúde tem tudo para se expandir e os investimentos circularem por todo o Brasil. Assim, em entrevista por telefone ao G1, os executivos chineses da Meheco disseram, em Pequim, que procuram outros estados para realizar o mesmo tipo de parceria na área da saúde.

Ademais, é indicado que a empresa também mira parcerias com o governo federal. “Vamos focar em outros estados, como Amazonas e Minas Gerais. Temos um grande interesse nos estados, e também [parcerias com o governo] federal”.

Além de tais declarações, os empresários informaram que assinaram memorando de entendimento também com o governador da Bahia, Rui Costa, para realizar investimentos na área da saúde. No entanto, não foi divulgado o valor estipulado para essa negociação.

 

A cooperação Brasil e China na saúde abrange a área da pesquisa

Além da cooperação Brasil e China na saúde, tratar de fatores mais práticos como o investimento em hospitais e medicamentos, a mesma também pode se estender para o compartilhamento de informações de pesquisas e o desenvolvimento conjunto.

Assim, pode ser considerado o exemplo das negociações entre os chineses e a Fiocruz. Logo, a  sessão especial organizada em conjunto pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), pelo Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz) e pelo Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris/Fiocruz), pesquisadores chineses e brasileiros compartilharam suas descobertas científicas sobre os vírus zika e ebola e discutiram possibilidades de colaboração para controlar a re-emergência de outros vírus e antecipar novas epidemias. Já no dia no dia posterior de reunião, os dirigentes e pesquisadores chineses do Instituto Genômico de Beijing, do Centro de Controle de Doenças da China (BGI e CDC China, respectivamente, nas siglas em inglês), integrantes de órgãos ligados às ciências nacionais e representantes da Fiocruz debateram como viabilizar isso, em reunião fechada.

Além de destacarem a importância estratégica da troca de conhecimento acumulado em doenças infecciosas entre Brasil e China, visando uma parceria para os próximos cinco a dez anos, houve conversas no que se refere a valorização do papel dos países que formam o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) na comunidade científica internacional. Dado o exposto, a cooperação Brasil e China na saúde promete ser muito benéfica para ambos os países e, pode gerar avanços na área da saúde dos mesmos, além de novos investimentos e oportunidades em mais um setor ligando o Brasil e o gigante asiático.

Assim, os dois países que constantemente apresentam uma crescente cooperação que abrange diversas áreas e traz enormes benefícios benefícios para ambos, também estão dispostos a criar e aumentar parcerias numa área importante para qualquer país, com a cooperação Brasil e China na saúde.

Por Pedro Mochiatti Guijo, diretamente de Marília, SP, Brasil

Fontes: G1.globo; Portalms; Portal.fiocruz

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