Conflito em Xinjiang: Movimento e Repressão

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Na última semana uma série de explosões na região de Xinjiang deixou mais de cinqüenta mortos  e diversos feridos.

O fato teria acontecido pela repressão do Estado chinês aos movimentos separatistas da província, embora o grupo armado não pudesse ser ligado diretamente a eles por falta de provas.

O movimento separatista em Xinjiang se estabelece a mais de três décadas na região e nas últimas semanas tem tomado proporções desastrosas com severa repressão da China, que adotou desde 1996 campanhas de repressão a chineses considerados desordeiros e dissidentes, a política da “mão pesada”.

Grupos armados tem ascendido neste contexto, e de certa forma apoiado a manifestação da população Uyghur contra o Partido Comunista e o Estado Chinês.

O conflito tem origens por diferenças étnicas e religiosas da população da região, principalmente por esta ser composta em grande parte pela comunidade muçulmana Uyghur, que se sentem mais próximos de países da Ásia Central,  pois claramente diferem das demais etnias que compõe a China bem como das demais religiões existentes no país.

A repressão policial aos separatistas se dá desde o início das manifestações pela independência da província na década de 80 e principalmente por conta dos atentados a ônibus na região de Ürümqi e os atuais confrontos diretos de policiais com grupos armados e explosões em delegacias de Xinjiang.

O Estado chinês prevê pena severa aos dissidentes do Estado, condenando a prisão perpétua a líderes, intelectuais, seguidores e participantes da causa Uyghur.

Além disso, afirma que os Uyghures são responsáveis por todos os danos causados a população, mortes de civis, o que é controverso e pouco discutido.

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Este artigo foi escrito pela graduanda de Relações Internacionais, Nayara Chrisnam das C. Melo, Faculdades Metropolitanas Unidas, São Paulo – SP. 

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