Como o ciberataque mundial atingiu a China?

No dia 12 de maio, um ciberataque mundial sequestrou milhares de computadores pelo mundo. Como isso repercutiu na China? Quem foi infectado e o que as instituições estão fazendo? Confira!

 

O ransomware WannaCry

O recente ciberataque mundial teve resultados impressionantes – e assustadores. No mundo, quase 300 mil computadores em 150 países tiveram seus dados “sequestrados” pelo vírus WannaCry. O ransomware se espalha por e-mails, que são enviados aos usuários com arquivos e links infectados, que são ativados por apenas um clique. A partir daí, todos os dados do computador são criptografados, e uma mensagem de “resgate” aparece na tela, demandando um pagamento para restabelecer o acesso aos dados. Caso contrário, o usuário perde ou têm as informações expostas.

 

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Na China, 30 mil organizações foram infectadas pelo ransomware WannaCry, que atinge sistemas Windows que não continham a proteção da atualização da Microsoft. Computadores com o sistema operacional Windows XP foram os mais vulneráveis. O ciberataque mundial levou a Microsoft lançar um novo pacote de segurança para prevenir futuros ataques.

 

Ciberataque Mundial e seu efeito na China

Além de shoppings, hospitais, estações de trem e câmaras chinesas, o ciberataque mundial chegou à gigante Corporação Nacional de Petróleo da China. A partir do momento que um computador de uma empresa é infectado com o WannaCry, o mais sensato a fazer é desligar o computador e todos os dispositivos conectados de alguma forma a ele, para impedir que o vírus se espalhe. Por isso, 20% das estações de petróleo da China, pertencentes à CNPC, ficaram desativadas.

Em Hong Kong, o ciberataque mundial se mostrou ainda mais nocivo: companhias foram infectadas 48 vezes num período de dois dias. A empresa internacional provedora de serviços de segurança, Network Box, considerou o ciberataque grave, visto que algumas grandes corporações de logística foram impactadas, e as autoridades chinesas não sabem nada sobre a situação.

 

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As universidades chinesas ficaram vulneráveis ao ciberataque mundial. Mais de 4300 instituições educacionais foram infectadas pelo ransomware WannaCry. A Universidade de Pequim e a Universidade de Tsinghua foram duas delas. Os alunos conectados às redes das universidades sofreram danos que podem afetar sua graduação: o vírus criptografou projetos e teses quase completos. Os patches de segurança mais recentes não foram instalados nas universidades chinesas, e, por isso, elas se tornaram um alvo.

 

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Uma das universidades vítima do ciberataque mundial, a Universidade de Tsinghua.

 

Uma das estratégias para a contenção do ciberataque mundial foi o “kill-switch”: um mecanismo que desliga os dispositivos automaticamente em caso de emergência, quando o usuário não pode fazê-lo manualmente.

Não sabemos exatamente qual é a origem do vírus, mas há algumas especulações: EUA, Coreia do Norte e – incrivelmente – a própria China. O ransomware é, definitivamente, o método número 1 de ciberataque mundial atualmente, pois basta uma falha humana, com um clique em um link infectado, para espalhar o vírus a uma rede. O que nos resta é manter os sistemas de segurança atualizados.

Por Ana Luiza Garcia Lachner, diretamente de Marília, SP, Brasil

Fontes: El País e South China Morning Post.
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