China contra possível intervenção militar dos EUA na Venezuela

Na última semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, durante uma entrevista concedida, que não descarta uma intervenção militar na Venezuela:“Temos muitas opções a respeito da Venezuela, incluindo uma possível opção militar se for necessário”, disse à jornalistas em entrevista no seu clube de golfe em Bedminster. Embora não tenha afirmado que tal ação seria impulsionada pelos Estados Unidos, Trump disse que uma operação militar é uma opção que poderia explorar.

 

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O presidente Donald Trump afirmou que uma intervenção militar na Venezuela é uma possibilidade

 

Posicionamento chinês diante de possível intervenção militar norte-americana na Venezuela

Logo após a declaração do presidente norte-americano, China e Uruguai se pronunciaram contra essa possível intervenção militar na Venezuela, cuja justificativa é, teoricamente, uma medida para solucionar a crise venezuelana, além de representar uma reação diante das ameaças proferidas contra o presidente Donald Trump. Através do Ministério de Negócios Estrangeiros, a China defendeu a necessidade de respeitar o princípio da não-ingerência em assuntos internos de outro país. O Uruguai também se posicionou contra a intervenção militar; o presidente Tabaré Vázquez declarou rejeição às declarações de Trump sobre a Venezuela.

 

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À esquerda, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. À direita, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

 

A Rejeição Chinesa

O porta-voz chinês, Hua Chunying, afirmou, em conferência de imprensa, que todos os países devem conduzir suas relações com base na igualdade, respeito mútuo e na não ingerência nos assuntos internos do outro. Afirmou ainda, durante uma  entrevista três dias após o presidente norte-americano ter cogitado a possibilidade de intervenção militar contra a Venezuela, que a China segue sempre tais princípios, especialmente a não intervenção nos assuntos internos de outro país.

Apesar dessas declarações, o Governo chinês tem evitado emitir opiniões sobre a situação do país latino-americano; entretanto, já havia mencionado, em outra ocasião, que as polêmicas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte ocorreram de forma tranquila e estável. A China mencionou também o desejo de que o governo e a oposição da Venezuela iniciassem um diálogo pacífico para manter a estabilidade no país.

 

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China se posiciona contra intervenção militar na Venezuela

 

Desde a década passada, a China é um dos mais importantes parceiros comerciais da Venezuela. O país latino-americano chegou a figurar como o principal destino dos investimentos chineses na América Latina, dado o especial interesse do regime comunista no petróleo venezuelano.

 

Uruguai apoia China em posicionamento

Tabaré Vázquez, chefe de Estado do Uruguai, declarou para a imprensa, antes de presidir uma reunião do Conselho de Ministros, que o governo uruguaio rejeita absolutamente a possibilidade de uma intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela. O presidente uruguaio declarou que os problemas que o país esta sofrendo devem ser resolvidos pelo povo venezuelano, sem qualquer tipo de interferência estrangeira. Diante desta declaração, o Uruguai afirmou ainda que rejeita enfática e taxativamente as intenções de Donald Trump para com o país latino-americano.

Na semana passada, o presidente norte-americano não só declarou que não descarta a opção militar para resolver a “situação perigosa” que a Venezuela se encontra, como também aproveitou a oportunidade para frisar que os Estados Unidos têm tropas por todo o mundo e que “a Venezuela não fica muito longe e as pessoas estão sofrendo e morrendo”.

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Por Nathália Gasparini, Marília, SP, Brasil

Fontes: Observador; BBC; Reuters

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