June 25 2018

Brasil e China na energia limpa: A busca de fontes de energia limpas

Posted by Ana Yamashita

Há muito tempo sabemos que as fontes de energias fósseis são prejudiciais ao meio ambiente, além de serem finitas. Logo, a busca pelo desenvolvimento de uma nova matriz energética é necessária e o caminho do Brasil e China na energia limpa apresenta um avanço em tal área a nível mundial e um aumento na aproximação e das oportunidades de negócios entre os dois países.

 

Brasil e China na energia limpa

Brasil e China na energia limpa em mais uma parceria (Imagem by Seagul, Pixabay).

 

Assim, a disponibilidade de fontes de energia renováveis se torna uma questão importante para todo o mundo e representa uma nova linha de empreendimentos que promete se prolongar ao futuro e ser necessária para garantir o abastecimento energético, que não poderá contar sempre com as fontes de energia fósseis, que além de serem poluentes, vão se esgotar no futuro.

 

Brasil e China na energia limpa: o caminho seguido em todo o mundo

A questão energética sempre foi importante em todos os países, mas há alguns anos a preocupação com a obtenção de fontes renováveis aumenta constantemente e gera novas ações em tal área.

 

Brasil e China na energia limpa

O mundo todo segue o caminho do Brasil e China na energia limpa (Imagem by Geralt, Pixabay).

 

Assim, ao considerar os dados recentes do ano de 2017, é possível notar que os investimentos globais em fontes renováveis aumentaram 2%, para US$ 280 bilhões. Além disso, a capacidade de energia renovável aumentou mais do que a capacidade de energia fóssil.

 

O investimento chinês em fontes de energia renovável

Ao considerar as energias renováveis, é possível observar que as mesmas são uma das razões para a redução na intensidade do uso de recursos da China, que está no plano Brasil e China de energia limpa. Logo,  com o intuito de se tornar um líder mundial no campo, o país está investindo mais de US$ 100 bilhões em energia renovável em seu território todos os anos. Tal investimento é o dobro do realizado pelos norte-americanos e mais do que o investimento anual combinado dos Estados Unidos da América e da União Europeia. Assim, a China se destaca no contexto internacional como o mercado mais atrativo do mundo em energia.
Além de tais fatores, a China investe US$ 32 bilhões – mais do que qualquer outro país – em fontes renováveis no exterior, com as empresas chinesas assumindo a liderança nas cadeias globais de valor de energia renovável. Logo, no Brasil, a China será o maior investidor em projetos diversos, mas principalmente em energia.

 

O investimento brasileiro em fontes de energia renovável

Ao olhar o exemplo brasileiro combinado com o chinês, é possível constatar que o caso de Brasil e China na energia limpa é uma realidade. Pois, no ano de 2017, o Brasil investiu US$ 6 bilhões em energias renováveis, sendo US$ 2,1 bilhões em energia solar, US$ 3,6 bilhões em energia eólica, US$ 2 milhões em biocombustíveis, e US$ 1 milhão em pequenas hidrelétricas.

Sendo assim, esses dados representam um aumento de 8% na comparação com o ano anterior. Contudo, apesar dos resultados positivos, houve uma redução importante considerando o recorde de US$ 11,5 bilhões em 2008, quando os aportes no desenvolvimento de biocombustíveis tiveram um pico.

 

Brasil e China na energia limpa: uma característica dos países em desenvolvimento

Ao observar o caminho do Brasil e da China na energia limpa, podemos analisar ao considerar também o exemplo de outros países, que historicamente, os países em desenvolvimento investem mais nesses tipos de energia.

 

 

Entretanto, nesse ano foi destacado pela a ONU que esses países aumentaram a liderança que já existia. Logo, mesmo excluindo os grandes projetos de energia hidroelétrica, as economias emergentes atraíram US$ 177,1 bilhões em investimentos no ano de 2017, o que representa 20% mais do que em 2016.

Ademais, ao considerar apenas o grupo “big three”, que são China, Índia e Brasil, os investimentos alcançaram o recorde de US$ 143,6 bilhões, 24% a mais do que em 2016. Porém, em meio a tal grupo, a China foi ainda mais dominante do que nos anos anteriores.
Por outro lado, os investimentos em países desenvolvidos foram para o menor nível desde 2006, caindo 18%, para US$ 102,8 bilhões. No entanto, a ONU lembra que esses números brutos escondem importantes reduções de custo da energia nos últimos anos.

 

A cooperação do Brasil e China na energia limpa

A cooperação do Brasil e da China na energia limpa é combinada com parcerias em diversas áreas e teve início há alguns anos, quando em 2009 foi fundado o Centro China-Brasil de Clima e Inovação em Energia, com uma parceria entre dois grandes centros de engenheiros que são a COPPE vinculada à Universidade Federal do Rio de Janeiro e à Universidade Tsinghua da China.

Entre os projetos mais bem sucedidos do Centro está o biodiesel, que já entrou em produção. Ademais, há outros projetos, como o de retirar energia provinda das ondas oceânicas, que podem levar algum tempo para entrar em prática. Porém os especialistas sustentam que em conjunto com a energia eólica, eles são o futuro para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e fazer com que o esforço do Brasil e China na energia limpa seja uma realidade de sucesso.

Dado o exposto, podemos concluir que o caminho do Brasil e da China na energia limpa está sendo encorajado por ambos os países e abre espaço para novos investimentos e oportunidades em uma área que promete crescer constantemente, devido à característica finita das fontes de energias fósseis e dos efeitos negativos causados ao meio ambiente.

 

Por Pedro Mochiatti Guijo, diretamente de Marília, SP, Brasil

Fontes: O Petroleo, Epocanegocios.globo

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