Brasil e China nos games eletrônicos: cooperação no mercado em expansão

Os games eletrônicos não são levados muito a sério pelas pessoas em geral e são vistos somente como uma brincadeira e modo de entretenimento, porém,  essa área representa um campo de investimentos lucrativo, que está em crescimento no mundo todo e conquista cada vez mais clientes, desafiando crises econômicas e apresentando um crescimento constante, gerando até mesmo cooperações internacionais como é o caso Brasil e China nos games eletrônicos.

 

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O crescimento do mercado favorece a cooperação Brasil e China nos games eletrônicos. Imagem disponível em Revistacampinas.com.

 

 

Sempre ouvimos comentários de que os jovens e a população em geral estão constantemente presas nas tecnologias eletrônicas e, tal “prisão” não acontece somente nas redes sociais, mas também nos jogos eletrônicos, fator que cria um grande mercado em ascensão. No Brasil tal mercado se apresenta muito lucrativo e se mantém forte até mesmo em momentos de crise superando as quedas no PIB e possibilita o sucesso na cooperação Brasil e China nos games eletrônicos.
 

 

Crescimento do mercado brasileiro de games

A cooperação Brasil e China nos games eletrônicos e o sucesso nessa área só é possível, pois, tal setor expande suas fronteiras independentemente das condições da economia do país. Dados divulgados recentemente pela Newzoo mostram que o país contava em 2017 com cerca de 66,3 milhões de jogadores. Os negócios nessa área movimentaram em torno de US$ 1,3 bilhão. Com isso, o Brasil já é o 13º no ranking global e o número um entre os latino-americanos. Para este ano, segundo a pesquisa, serão 75,7 milhões de gamers que devem gerar US$ 1,5 bilhão em negócios.
Assim, o crescimento do número de jogadores tem atraído mais empresas desenvolvedoras. Recentemente, foi divulgada uma parte do Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais, coordenado por Luiz Ojima Sakuda, da Fundação Educacional Iniaciana (FEI).

Logo, com tal cenário propício para e investimentos em games, pesquisas realizadas apontam o constante crescimento no número de empresas no Brasil focadas na produção de games, que apresentam grande lucratividade.

 

 

Motivos para o crescimento do mercado brasileiro

Parte da expansão dos games no Brasil tem a ver com a redução do valor cobrado por pacotes de dados para internet, explica Carlos Giusti, sócio da PwC.Segundo estudo, em 2022 a indústria brasileira de games vai representar mais do que a de livros, música ou cinema em termos de geração de receita. Assim com o menor preço da banda e a facilidade de acesso, se forma um novo costume.

De acordo com o estudo da PwC, o mercado de games tem crescido a uma taxa média de 15% ao ano, ou seja, bem descolado do comportado do PIB. Além da queda do preço dos serviços de dados, explica Giusti, também tem ajudado a estimular a adesão de novos jogadores a melhoria da rede de alta velocidade no Brasil. Isso tem permitido o acesso cada vez maior. Hoje, como lembra o executivo, cerca de 60% dos celulares do Brasil têm banda larga e no período de cinco anos, essa participação deverá chegar a 80%.

Ainda segundo a PwC, no ano passado os jogos de celular movimentaram US$ 324 milhões no Brasil, contra US$ 314 milhões dos PCs (jogados em rede), US$ 211 em consoles e US$ 1 milhão em campeonatos esportivos de games. Em 2022, projeta a companhia, os jogos por celulares deveram gerar US$ 878 milhões de receita, os PCs chegarão a US$ 534 milhões, os consoles serão responsáveis por US$ 269 milhões e os campeonatos abocanharão US$ 3 milhões. Os dados da PwC indicam que o mercado nacional faturou US$ 884 milhões em 2017 e deverá atingir US$ 1,756 bilhão até 2022.

 

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Imagem disponível em Diariosm.com.br

 

 

Potencial para a cooperação Brasil e China nos games eletrônicos: O mercado chinês

Devido ao grande potencial do mercado nacional, o Ministério da Cultura e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) decidiram criar uma área para estimular a participação de empresas de games em eventos internacionais e assim abrir novos mercados, além de atrair investidores. Recentemente, a agência e a Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Digitais (Abragames), em parceria com a consultoria Euromonitor, elaboraram o estudo “China- Mercado de games 2018”.

O levantamento mostra que 800 milhões de chineses são usuários da internet – quase quatro vezes mais que a população do Brasil. Desse total, 600 milhões contam com acesso à conexão móvel e por volta de 400 milhões passam o tempo jogando pelo celular.

Para a Apex-Brasil, o mercado chinês representa uma gigante oportunidade para os desenvolvedores brasileiros, o que representa uma grande oportunidade para a criação de uma cooperação do Brasil e China nos games eletrônicos.Pois, só em 2016 as vendas de jogos para smatphone movimentaram US$ 24 bilhões, enquanto que os games online geraram vendas estimadas em US$ 11,7 bilhões. Cerca de 40% dos games consumidos na China são dos Estados Unidos, 25% são produzidos na Coreia do Sul, 10% saem das empresas francesas e 5% são japoneses, um dos mercados mais maduros do mundo.

 

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Mercados propícios para a cooperação Brasil e China nos games eletrônicos. Imagem disponível em Agenciafirma.com.br

 

 

Cooperação Brasil e China nos games eletrônicos

Um dos passos para a cooperação Brasil e China nos games,  aconteceu em São Paulo com primeiro fórum de games China and Brazil: Game on, organizado pela Abragames (Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Jogos Digitais). O objetivo do evento pioneiro foi aproximar empresas brasileiras e chinesas de jogos. Na ocasião, foi assinado um acordo de cooperação entre os países, para facilitar parcerias e novos negócios.

Este acordo visa fortalecer a relação entre Brasil e China na criação e publicação de jogos.Entre as empresas chinesas participantes estavam a Hero Entertainment, uma das maiores publicadoras e desenvolvedoras de jogos mobile do mundo, com foco em esports mobile – um segmento que cresce exponencialmente no mundo todo; a Beijing Guang Yu-Online Sci-Tech, que desde 2004 é uma das mais importantes, e premiadas, empresas chinesas, com serviços de publicação, operação e pesquisa para jogos online; e Perfect World Investment, uma das maiores e mais importantes publicadoras de jogos do mundo, com produtos lançados em mais de 100 países, e com negócios em sete setores da economia criativa, incluindo filmes, seriados, desenhos, quadrinhos e animação. A Perfect World, inclusive, já foi atendida pela FD Comunicação para o lançamento e divulgação dos MMOs D&D Neverwinter e Star Trek Online.

O China and Brazil: Game On recebeu a presença de secretários do Ministério da Cultura, de gerentes da Apex-Brasil, Finep, e diretores da Ancine, SPCine, BNDES, e de 12 empresas nacionais associadas ao Projeto BGD. Além das empresas chinesas de games, também participaram os representantes da Associação de Animação e Indústria de Jogos de Pequim, do Departamento de Publicidade da Área de Desenvolvimento Econômico-Tecnológico de Pequim, da Comissão Cultural do Distrito de Shunyi, da Beijing Fanglue Bohua Culture Media e da Beijing Municipal Bureau of Press, Publication, Radio, Film and Television.

Dado o exposto, a cooperação Brasil e China nos games promete ser muito lucrativa e com grande expansão, pois, há altas iniciativas em ambos os países, vontade de cooperação e lucrativos mercados em constante expansão.

 

Por Pedro Mochiatti Guijo, diretamente de Marília , SP, Brasil
Fontes: Fdcomunicacao; Em.com

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