Pequim: a Mescla entre a Tradição e a Inovação

Viajar para a China sem visitar Pequim, a capital do país, seria como vir ao Brasil sem conhecer o Rio de Janeiro. Ela possui um dos cartões postais mais conhecidos do mundo: a Cidade Proibida, além de outras atrações, como, por exemplo, a Praça da Paz Celestial e o Templo dos Céu. Por tudo isso, vale muito a pena dar uma passada por lá!

Pequim, ou Beijing (北京), em mandarim, tem sido a capital da China desde o século XV, quando os imperadores da Dinastia Ming transferiram a corte de Nanjing. Seu nome significa “capital do Norte”. Hoje, é a segunda maior da cidade do país, atrás apenas de Shanghai, e mescla a tradição com a inovação de uma economia em rápido desenvolvimento. Assim, você vai encontrar desde gigantes arranha-céus até os tradicionais hutongs, ruas estreitas da época medieval.

 

Quando for viajar para China vá à Cidade Proibida

O nome “Cidade Proibida” vem da tradução do mandarim zijin cheng (紫禁城), que significa “cidade proibida roxa”. A palavra zi, que significa roxo, faz referência à Estrela Polar, que de acordo com a antiga astronomia chinesa era o centro dos céus e o imperador morava, então, no palácio roxo. A entrada na cidade era proibida àqueles que não tivessem permissão do imperador.

 

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Visitar essa parte da capital chinesa é como viajar para a China Antiga, pois esse palácio serviu de moradia para vinte e quatro imperadores das Dinastias Ming e Qing. Todo o complexo foi construído entre os anos de 1406 e 1420 pelo imperador Chenzu, da Dinastia Ming e foi o centro político da China por quase quinhentos anos.

Atualmente, muitos chineses conhecem a “Cidade Proibida” como gu gong, ou “antigo palácio”. Todo o complexo possui aproximadamente 74 hectares, cercado por um fosso e por uma muralha. Em cada lado do muro que cerca o local possui uma entrada. Além disso, em cada canto da cidade há uma torre fortificada para proteger a cidade dos invasores. Segundo alguns historiadores, cerca de um milhão de pessoas trabalharam na construção desse complexo. O trabalho realizado por eles é reconhecido mundo afora e a UNESCO a declarou como um dos Patrimônios da Humanidade.

 

A Praça da Paz Celestial

Outra atração que fica em frente à “Cidade Proibida” é a Praça da Paz Celestial, conhecida em mandarim como Tiananmen (天安门).  De fato, o nome significa “Portal da Paz Celestial”, pois um dos acessos de entrada ao palácio imperial era esse. O local ficou conhecido mundialmente após os protestos contra o regime comunista realizados em 1989, quando o exército chinês massacrou um grupo de manifestantes que pediam democracia para o país. Também na praça localiza-se o Mausoléu de Mao Zedong, o líder da Revolução de 1949 que implementou o regime comunista do país, cujo corpo encontra-se embalsamado nesse lugar.

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Também ao lado da Praça da Paz Celestial está o Museu Nacional da China, além do Grande Salão do Povo, lugar onde acontece as reuniões anuais do Partido Comunista Chinês. A frente deste, encontra-se o Monumento aos Heróis do Povo, construído em homenagem aos mártires da Revolução.

 

O Templo do Céu e outras atrações

Outra atração importante quando você for viajar para a China e estiver em Pequim é o Templo do Céu, em mandarim Tiāntán (天坛): um complexo de edifícios religiosos na parte central da cidade, utilizado pelos imperadores da dinastia Ming e Qing em cerimônias anuais para pedir boas colheitas ao Céu. Cabe lembrar que dentro da mitologia chinesa, os imperadores chineses eram considerados como “Filhos do Céu”. Além desse templo, que fica ao sul da Cidade Proibida, outros três também são importantes: o templo do Sol, na parte leste; o templo da Terra, na parte norte; e o templo da Lua, na parte oeste; todos eles utilizados pelo imperador para realização de rituais.

 

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Quando for viajar para a China e passar por Pequim, vale a pena conhecer os Mausoléus dos Imperadores da Dinastia Ming, que foram considerados também pela Unesco como Patrimônios da Humanidade. Também é imperdível visitar a Muralha da China, que passa pela cidade. Outro Patrimônio da Humanidade é o Palácio de Verão dos Imperadores, construído às margens de um lago.

Não apenas de história vive a cidade. Sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 2008, muitas mudanças em vista da modernização da cidade ocorreram. O principal cartão postal dessa nova fase é o Ninho de Pássaro, o estádio nacional de Pequim.

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Vai viajar para a China? Assista a uma ópera!

Pequim não é apenas famosa pelos seus monumentos, pois também é um importante centro cultural. Por exemplo, a forma padrão utilizada pelo governo para ensinar a língua chinesa é baseada no mandarim falado em Pequim. Cabe lembrar que não existe uma única língua chinesa, pois há diferentes variantes, sendo o mandarim uma dessas formas. E dentro dessas variantes, há dialetos locais, sendo o de Pequim um deles.

Também vale a pena ver uma das apresentações da Ópera de Pequim, um dos tesouros culturais do país, que reúne em um único espetáculo dança, música, teatro e acrobacias, tudo isso feito no dialeto da cidade.

 

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O Pato de Pequim

Por último, mas não menos importante, viajar para a China, mais especificamente a sua capital, e não provar sua culinária seria uma viagem perdida, sendo que há muitas comidas interessantes para se conhecer. Dentre elas, o prato mais famoso é o Pato de Pequim, Běijīng kǎoyā (北京烤鸭), em mandarim.

 

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Há outras delícias para provar, como o suānlà tāng (酸辣汤), um tipo de sopa agridoce, além dos tradicionais jiaozis (饺子), também conhecidos no Brasil como guiozás, e também o zhajiang miang (炸酱面), uma espécie de noodles típica da cidade. Enfim, o que não falta em Pequim são opções de comida, então vale a pena explorar a cidade em busca de novos sabores e experiências!

 

Por Victor Fumoto, diretamente de Marília, SP, Brasil

Fontes:China Highlights, National Geographic, Lonely Planet.

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