May 08 2018

A mais nova “arma mortífera” do exército chinês

Posted by Victor Fumoto

O governo chinês disponibilizou para seu exército uma nova arma mortífera, que é, na realidade, um míssil balístico de nova geração. Essa nova aquisição aumenta significativamente o poder de defesa do país em relação aos outros países do Conselho de Segurança da ONU.

 

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O poder bélico chinês têm crescido a cada ano, e sua nova “arma mortífera” contribui para tanto (Imagem by Justin Chin/Bloomberg, retirada da Forbes).

 

Consequentemente, a China transmite uma mensagem para os mesmos, aos moldes do teórico Raymond Aron em sua obra “Guerra e Paz entre as Nações”, que expressa, no que tange às Relações Internacionais, a vontade de impor-se e também de convencer os demais países do cenário internacional.

 

A capacidade da nova arma mortífera chinesa

A mais nova “arma mortífera”, que o governo da República Popular da China entregou nas mãos de seu exército, consiste, segundo os noticiários nacionais, em um míssil balístico de nova geração, que tem a capacidade de atingir um alcance ainda maior, como, por exemplo, uma resposta a um ataque nuclear. Todo o sistema que envolve o armamento e o próprio míssil balístico em si foi de produção propriamente chinesa, conforme comunicado pelas agências do Estado, mostrando que tal “arma mortífera” já tem receita nacional. Este fato é bastante importante porque exclui a dependência de compra de armamentos de outros países.

 

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China testando um de seus mísseis na costa próxima a Coréia do Norte (Imagem by Reuters, retirada da Veja).

 

Além de ser capaz de realizar um ataque de resposta nuclear, o míssil balístico ainda pode atingir alvos terrestres e marítimos, inclusive navios de média e grande envergadura, localizados à distâncias significativas. Isso tudo representa um considerável aumento das capacidades de defesa da Força de Mísseis para o exército da China, tal qual uma grande força para a chamada balança de poderes.

 

Rivalidade entre China e EUA

Fica evidente que, em meio a tais conflitos, exista uma disputa clara pela dominância entre as nações do mundo, envolvendo, diretamente, os Estados Unidos e a China. Nesse sentido, qualquer “ponto” que se ganhe torna-se de grande valia para qualquer um dos dois países; tais pontos são ganhos tanto de forma bélica, como também em âmbito econômico e em relação a um bom soft power. Ao assumir em 2016, o presidente Donald Trump retirou todos os tratados que haviam sido concebidos, de forma a conter o avanço da China.

 

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Vive-se entre os dois países uma real situação de disputa por poder no âmbito internacional (Imagem by Saul Loeb/Reuters, retirada de Fortune Dot Com).

 

Dessa maneira, a reviravolta demonstrou ser a mais recente mudança na transição gradual da Ásia, de um domínio anteriormente americano, para uma Ásia muito mais fluida em seus negócios. No que tange ao poderio bélico, os Estados Unidos ainda são, de longe, superiores, mas, a exemplo da arma mortífera recebida pelo exército chinês, pôde-se notar que o país começa a exercer uma crescente pressão militar usando também sua força econômica. Assim, a China busca por uma reorganização da região, além de seduzir investidores que antes eram aliados americanos, tais quais a Filipinas e Indonésia.

Tanto a China como os Estados Unidos buscam por uma remodelação da economia à sua própria imagem e isso fica evidente diante dos mais de 20 países que se encontram em meio ao “fogo cruzado” das duas potências, tendo que realizar, portanto, uma escolha impossível: entre o dinheiro chinês e a segurança estadunidense. Tais países são obrigados a sempre escolherem um lado; por isso, quando podem simplesmente se abster em decisões importantes, tais países buscam por benefícios de ambas as potências, reduzindo os riscos de irritá-las e de perder sua independência.

Seria essa a Guerra Fria acontecendo novamente? Não é possível dizer isso, uma vez que diversos fatores foram alterados, mas, pode-se imaginar que a era atual será muito diferente da que vimos durante a Guerra Fria, na qual, dividiu-se, por exemplo, não apenas a Alemanha em dois lados distintos, como também o mundo todo. Enquanto algo de tal magnitude não acontece, é possível perceber o quanto o continente asiático tem se modificado com tal embate. A Ásia poderá rachar ao longo de muitas linhas ao mesmo tempo, à medida que os países da região aceitem, rejeitem ou administrem a crescente influência da China.

Qual a sua opinião sobre a mais nova aquisição chinesa? A China tomou a decisão certa apresentando suas “armas mortíferas”? Compartilhe sua opinião conosco nos comentários!

 

Por Lucas Fortes Mulati, diretamente de Marília, SP, Brasil

Fontes: Estadão, SputnikNews

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