Julho 03 2018

Dólar: como sua alta afeta nossas vidas? Dicas de importação com o dólar em alta

Posted by Victor Fumoto

Você já se perguntou por que se fala tanto na alta do dólar? A moeda americana tem papel fundamental na economia internacional e sua oscilação afeta a todos, não apenas àqueles que viajam, importam ou exportam. Quer saber como a alta do dólar afeta sua vida? Descubra abaixo!

 

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Principais fatores que influenciam o câmbio do dólar

O câmbio é o “preço” do dólar em relação ao Real brasileiro e aponta quantos reais são necessários para se comprar um dólar. Existem diversos fatores que influenciam na oscilação do valor do dólar, no entanto, a relação entre oferta e demanda é uma das principais responsáveis pela mudança no câmbio.

A relação entre oferta e demanda pode parecer um conceito extremamente complicado, mas todos nós lidamos com ele todos os dias, mesmo que muitas vezes não nos demos conta. Oferta é a quantidade de um produto/serviço disponível para compra, e a demanda é a quantidade de produtos/serviços que os consumidores estão dispostos a comprar. Tendo isto em vista, quando a demanda é maior que a oferta, os preços dos produtos tendem a subir, uma vez que os consumidores se dispõem a pagar mais.

 

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Esta é a situação ideal em um ambiente que não sofre nenhuma interferência, como controles estatais, formações de trustes e carteis, etc. Em contrapartida, quando a oferta é maior que a demanda, os preços tendem a cair. Imagine, por exemplo, que você está em um deserto. Quanto mais pessoas com sede e menor a quantidade de água disponível, mais alto será o preço da água, não é mesmo? O mesmo acontece com o dólar. Quanto maior a quantidade de dólar no mercado, menor será seu preço, e vice-versa. No entanto, esta oferta de dólar ao mercado pode ser controlada, por exemplo, pelo governo dos Estados Unidos, com o objetivo de valorizá-lo. Por isso, não podemos deixar de considerar tantas outras variáveis que influenciam na oferta e demanda do dólar e, como consequência, em seu câmbio.

 

O superávit/déficit comercial

Quando o Brasil exporta mais do que importa, ou seja, quando há um superávit comercial, entram mais dólares no país, aumentando sua oferta, e, consequentemente, diminuindo seu preço. Por outro lado, quando há déficit na balança comercial, ou seja, quando o Brasil importa mais do que exporta, há maior saída de dólares da economia nacional, o que contribui para que a oferta da moeda americana diminua e seu valor aumente.

 

Os gastos de turistas (estrangeiros no Brasil e brasileiros no exterior)

Quando os turistas visitam o Brasil e trocam dólares por real, aumenta a oferta de dólar no país, o que influencia na queda do seu preço em relação ao próprio real. Quando os turistas brasileiros gastam em outros países, na prática há mais demanda pela moeda americana, o que causa o consequente aumento em seu preço.

 

Os juros americanos e brasileiros

Quando a taxa de juros brasileira sobe, fica mais atrativo para os investidores injetarem dinheiro nas aplicações financeiras, uma vez que o dinheiro rende mais. Por outro lado, se os juros nos Estados Unidos aumentam, a tendência é saírem dólares do Brasil, já que a taxa no exterior fica mais atrativa aos investimentos.

 

Fator de risco

Existe ainda um fator subjetivo que influencia diretamente a oferta e demanda de dólares no Brasil: a percepção de investidores sobre os riscos no país. Quando os investidores enxergam riscos em investir no Brasil – seja por problemas políticos, econômicos, sociais, etc. -, acabam optando por aplicar dinheiro em investimentos mais seguros em outros países. Ao fazer isso, acabam diminuindo a quantidade de dólares no país, desvalorizando, como consequência, a moeda nacional.

 

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No entanto, não apenas o contexto doméstico é fundamental para os investidores e para a oscilação do dólar. A conjuntura internacional também possui extrema importância, pois, se considerarem o cenário internacional turbulento, tendem a comprar dólares, o que agrega valor à moeda americana (já que aumenta a procura por sua compra) em relação às moedas dos países emergentes, como é o caso do Brasil.

A estabilidade econômica gera credibilidade, o que valoriza a moeda nacional. Assim, em situações de crise, é normal que a moeda nacional sofra desvalorização em relação ao dólar, justamente por interferir na relação entre oferta e demanda. No entanto, vale relembrar que a lei da oferta e procura só funciona desta maneira em situações cujo ambiente não sofre interferências.

 

Como a alta do dólar afeta sua vida?

Muitas pessoas pensam que a alta do dólar afeta apenas às pessoas que trabalham diretamente com importação/exportação, que possuem investimentos ou ainda que viajam ao exterior. Porém, a oscilação do valor do dólar afeta a vida de todos, mesmo que muitas vezes não nos demos conta.

 

Mudança nos preços de produtos e mercadorias

Quando pensamos em produtos importados, logo nos vem à cabeça produtos e mercadorias de luxo, não é mesmo? Esse é um engano muito comum, mas que devemos deixar de lado. Mesmo abrindo mão de importados famosos como, por exemplo, vinhos, azeites e bacalhau, o brasileiro ainda consome diversos produtos importados e, por isso, a alta do dólar pode influenciar em seu dia-a-dia; uma vez que diversos produtos podem ficar mais caros com a alta da moeda americana.

 

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Além disso, muitas mercadorias, mesmo que produzidas nacionalmente, são cotadas em dólar, o que também influencia no preço final para o consumidor brasileiro. Produtos comuns da nossa rotina podem ficar mais caros com a alta do dólar, como, por exemplo, o pão francês, o macarrão, os cosméticos, produtos de limpeza e higiene, remédios, eletrodomésticos e eletrônicos, gasolina, etc. Produtos químicos constituem um importante nicho influenciado diretamente pela alta do dólar, pois são muito utilizados em lavouras e plantações e, por isso, podem aumentar o preço dos nossos alimentos.

 

A instabilidade do dólar e a importação

Se você é importador, sabe que a instabilidade da moeda americana pode prejudicar seus negócios, não é mesmo? Mas você pode lidar com tal oscilação e não deixá-la prejudicar seu empreendimento. Basta primeiro conhecer quais os produtos inviáveis de se importar em tal situação, tais como aqueles que a indústria brasileira é forte – aço, tecidos, plásticos, etc. – e, como consequência, não conseguirão ter competitividade no mercado nacional. Em contrapartida, existem produtos que o Brasil não produz e que continuarão tendo demanda, mesmo com a alta do dólar. Tais produtos são boas opções para continuar importando mesmo neste cenário.

 

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Em nosso canal do Youtube você também encontra algumas dicas do Lincoln Fracari sobre como importar e vender diante da alta do dólar. Uma das dicas é repassar o aumento do dólar aos poucos aos seus produtos, sem causar prejuízos e visando a longevidade do seu estoque. Se você quer queimar estoque, pode vender com o preço atual, de acordo com o dólar mais barato de sua última compra; no entanto, não se esqueça que provavelmente você acabará com seu estoque rapidamente e precisará repô-lo, desta vez de acordo com o valor atual do dólar. Quer mais dicas? Então confira o vídeo em nosso canal!

E aí, você sabia que o dólar interfere tanto em seu dia-a-dia? Gostou das dicas? Então continue ligado no blog!

 

Por Ana Yamashita, diretamente de São Paulo, SP, Brasil

Fontes: China Link Trading; G1; UOL

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