November 22 2017

Acordos bilionários entre China e EUA: Trump deixa de lado controvérsias

Posted by Ana Yamashita

O presidente americano, Donald Trump, deixou de lado as críticas à China e, no dia 09 de setembro, fechou acordos bilionários que envolveram as duas maiores economias do planeta. Os presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Donald Trump, assinaram, em Pequim, acordos comerciais no valor de US$ 253,4 bilhões, descritos como “um milagre histórico” pelos chineses. As negociações envolveram os setores energético, automobilístico, tecnológico e aeronáutico, entre outros. Saiba mais abaixo!

 

acordos

O presidente e a primeira-dama dos EUA, Donald Trump e Melania Trump, visitam a Cidade Proibida, em Beijing, na China, ao lado do presidente e da primeira-dama chineses Xi Jinping e Peng Liyuan, no dia 08 de novembro (Foto: Reuters/Jonathan Ernst)

 

Críticas  de Trump à China não impediram acordos bilionários

Dentre os acordos realizados entre China e Estados Unidos, destaca-se uma negociação alcançada por três companhias estatais chinesas – China Petrochemical Group, China Investment Corporation e Bank of China – para a exploração e extração de gás no Alasca, no valor de US$ 43 bilhões, de acordo com a Efe.

Por outro lado, a empresa americana Boeing e a China Aviation Supplies Holding Company resolveram produzir, juntas, aeronaves no valor de US$ 37 bilhões.. A americana também vendeu cerca de 300 aviões para a China. Além disso, Goldman Sachs e a companhia China Investment Corporation ratificaram um tratado de cooperação industrial que se materializará num fundo de US$ 5 bilhões, para investir na indústria manufatureira americana e em empresas de consumo e saúde.

Os dois países assinaram acordos bilionários de venda de chips por US$ 4 bilhões e outro para comprar soja americana por parte da companhia estatal chinesa Cofco no valor de US$ 1,6 bilhão.

Nas negociações do setor de transportes, destaca-se a operação fechada entre Ford e Ford China, assim como o documento assinado pela General Motors e Shanghai General Motors.

Durante a campanha eleitoral de 2016, Donald Trump dizia que os acordos com os chineses eram ruins porque a China “violentava os Estados Unidos”, roubando empregos, manipulando a moeda, não combatendo a pirataria. No entanto, no dia 09 de novembro, em visita à China, as coisas foram diferentes: “Eu não culpo a China. Afinal, quem pode culpar um país que toma vantagem de outro em benefício de seus cidadãos?”, afirmou Trump, que acabou poupando Pequim de críticas e responsabilizando administrações americanas anteriores pelo déficit comercial.

Talvez para não destratar os donos da casa, Donald Trump não levantou antigas questões, como direitos humanos na China, e valorizou a parceria entre os dois países afirmando que, juntos, eles podem resolver os problemas do mundo.

Sobre as ameaças norte-coreanas, ainda não houve solução. Trump novamente pediu o rompimento com o que chamou de “regime assassino da Coreia do Norte e que a China, uma das poucas parceiras de Kim Jong-un, pressione pelo fim das armas nucleares na península coreana. Xi Jinping disse que “vai continuar implementando as sanções do Conselho de Segurança da ONU e trabalhar através do diálogo e da negociação”.

 

Por Lys Brittes, diretamente de Marília, SP, Brasil

Fontes: G1

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