A ocidentalização da China – China Link Blog de Importação

Logo em que ouvimos a palavra China, pelo menos na minha mente, as primeiras coisas que surgem são: a imagem do Exército de Terracota, os escorpiões no espetinho, a sopa de barbatana de tubarão, produtos “made in China”, as Olimpíadas de 2008, cidades movidas por motocicletas, pessoas que vivem por mais de um século, o país de maior população mundial separado por uma grande concentração de pessoas nas zonas econômicas especiais e uma população de maioria campesina, um país de pouca liberdade de expressão, socialismo “corrompido”, globalização, país em desenvolvimento que quer “um lugar ao sol” na nova dinâmica internacional e onde foi criado o macarrão.

Essas imagens são imagens criadas pela maioria das pessoas que tiveram contato com a história geral da China no ensino médio e que assistem às mídias sociais, é uma imagem ocidentalizada da China, caracterizada pela cultura europeia, ou seja, um país estranho, socialista, de cultura milenar e peculiar que vem durante essas duas últimas décadas apontando no mundo como uma possível potência econômica.

Muitas das imagens colocadas são recentes, devido a maior participação da China nas pautas internacionais, a abertura da sua economia (socialista com economia de mercado) e o desbravamento maciço decorrente do turismo das Olimpíadas promovendo destaque na mídia internacional.

Portanto, a imagem de país estranho e desconhecido está antiquada, dando lugar à imagem do maior contingente populacional que vem aos poucos superando os EUA como potência econômica, porém, as duas imagens ainda mostram-se falhas, por possuírem um ideal que as modelam, o universalismo, ou melhor, a vontade de homogeneizar, muitas vezes involuntária, quando as citamos.

A China só ganhou com a globalização e espera um “universalismo universal” e não europeu, em que, involuntariamente, haja o respeito ao diferente e novo, em que o universal seja a compilação das diversidades e não de uma ocidentalização e/ou imposição de seu modelo.

Essa mudança é estrutural, mas torna-se dinâmica e rápida quando analisamos as relações estabelecidas com a China. Apesar de uma “guerra” não muito oculta entre EUA e China pelo título de número um, os dois países trabalham em cooperação no que tange principalmente assuntos de manutenção do sistema internacional, na promoção da “paz”. Brasil, China e outros países em desenvolvimento agrupam-se no intuito de promover um maior crescimento em diversos setores, dando valor, além do prioritário setor econômico, à troca cultural e de conhecimento.

A China vem atualizando-se, inovando-se, criando laços e abrindo mais o seu mercado, a sua cultura, para atender e responder a todas as inquietações provindas do “conhecido ocidente”, com a finalidade de afirma-se. Portanto, ainda iremos ouvir falar muito do poderoso país asiático que se comunica em mandarim.  再见 (Zài jiàn)!

Taiame-souzaPor Taiame Souza – Direto de São José dos Campos/Brasil
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