A interdependência das relações comerciais Brasil-China – China Link Blog de Importação

Nos últimos dias, jornais e revistas veem evidenciando certa redução do crescimento econômico chinês. Devido ao grande espaço que ocupa no comércio internacional, um freio da economia do gigante asiático pode significar um grande problema na balança de pagamentos de países que estão economicamente relacionados a ele. O Brasil, sem dúvida, está nessa lista. Entenda um pouco mais das relações comerciais entre os dois países no que tange à exportação de commodities brasileiras.

A importância que o comércio bilateral Brasil-China tem para ambos os países já é mais do que significativa, e dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e do Comércio Exterior mostram o porquê.

Em 2012, a China fechou o ano como principal país de origem das importações brasileiras, totalizando US$34,248 bilhões, o que representou 15,3% do total das importações feitas pelo Brasil. Entretanto, essa relação é recíproca, pois no mesmo período, o país asiático ocupou o maior destino das exportações brasileiras.

Como principal parceira comercial do Brasil, a China tem grande importância na balança de pagamentos e na entrada de divisas externas, um ponto interessante a ser analisado seria, então, o que compõe a pauta das exportações brasileiras para a China. Nesse sentido, a soja representa grande parcela das exportações ao país asiático, mantendo assim, uma relação de dependência entre eles. Entenda o porquê.

O Brasil exporta entre de 66% e 68% da sua produção de soja para a China, fazendo dela seu maior consumidor. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em 2012 as exportações totalizaram 22,8 milhões de toneladas e a previsão para 2013 é otimista: podem chegar a 39 milhões de toneladas.

Sendo assim, não fica difícil entender a importância que China tem para a produção e exportação de commodities brasileiras. Por outro lado, caso esse ‘‘casal’’ rompesse suas relações comerciais, além do preço da soja cair no mercado internacional, a China enfrentaria um sério problema de abastecimento interno em virtude de sua grande população, o que reflete em uma elevada demanda do produto. Apesar de haver outros países produtores de soja, como Argentina e Estados Unidos, eles não teriam espaço suficiente para atender a demanda chinesa.

Frente a isso, fica claro a dependência que o Brasil tem em relação à China na exportação de commodities e, por outro lado, a necessidade do gigante asiático em abastecer o seu mercado interno. No entanto, as relações Brasil-China vão um pouco mais além disso, podendo ser evidenciada no campo da tecnologia, política e até mesmo educação.

Mario-Cesar-China-LinkPor Mário Frassom – Direto de Marília, Brasil
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